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Dr.Mario MArcos Quintino
Uma visão de futuro
inpe_ Um dos pontos mais nobres da missão do INPE consiste na geração e difusão de conhecimento e aplicações espaciais. A iniciativa do UbatubaSat é uma dessas oportunidades raras de convergência de interesses no presente e para o futuro. Pela faixa etária dos alunos, o projeto pode ser considerado uma inovação em âmbito mundial.

 Esse projeto entre o INPE e a Escola Municipal Pres. Tancredo de Almeida Neves foi iniciado em meados de 2011, com a finalidade de apoiar a montagem e testes de um pequeno satélite, o Tancredo-1, pela equipe de alunos e professores da escola. Mais do que lançar um satélite, pretende-se primordialmente despertar o interesse de jovens (bem jovens!) pelas carreiras na área de Ciências e Tecnologia, aprimorando o ensino dessas disciplinas. Vislumbra-se suprir a carência atual de profissionais qualificados e fomentar a massa crítica para completa inserção do Brasil na área espacial, garantindo sua soberania.

 As tecnologias e o conhecimento e associados aos pico e nano satélites já eram objeto de interesse do INPE em função de suas atividades de pesquisa e de desenvolvimento. Com este contato mais intenso, nota-se que um pico satélite como o Tancredo-1 é uma ferramenta muito interessante para treinamento de alunos de graduação e de pós-graduação e de pessoal do próprio INPE, por apresentar as funcionalidades de um sistema espacial completo de fácil acesso e manipulação, incluindo não só o satélite como o segmento de solo.

 Devemos ressaltar que a iniciativa já mostra resultados significativos, como a montagem de um modelo de engenharia do pico satélite em funcionamento, alunos sendo treinados em soldagem com qualificação espacial, visita ao Jet Propulsion Laboratory/NASA, artigos em simpósios e impactos importantes em termos de difusão do conhecimento. Finalmente, além das metas de divulgação e de formação de pessoal alcançadas, é visível entre os alunos que trabalham no projeto o interesse e o estimulo despertados. Se a profissão almejada por eles anteriormente era incerta, hoje certamente muitos planejam seguir pela área espacial.
Projeto
UbatubaSat

Foto ilustrativa do satélite por, Interorbital Systems


       "Em um mundo que cresce em complexidade, algumas vezes, velhas perguntas requerem novas respostas"

Entrevista com alunos do projeto Ubatuba Sat 
Situação do ensino de Engenharia no Brasil
Ensino no Brasil sobre Engenharia
Valores anuais
 Todos os anos as faculdades brasileiras oferecem 180 mil vagas em engenharia e apenas 30 mil jovens se formam nesta área anualmente. Estima-se que apenas 25% deles estejam realmente preparados para trabalhar com a moderna tecnologia.
Alunos contruindo placa Arduino no laboratório
 O projeto Ubatuba Sat utiliza uma estratégia baseada em PBL(Problem Based Learning) nas tarefas a serem cumpridas.
 Em PBL, o aprendizado é induzido por perguntas ou problemas e empregam-se vários métodos de pesquisa e indagação para lidar com eles. No modelo PBL, há alguns diferenciais em relação ao aprendizado tradicional:

1) Aluno é o centro
2) Ensinar é facilitar
3) Aprender é construir
4) Deve ser Coerente e Significativo
5) Organização do todo para as partes
6) Ambiente flexível e aberto
7) Foco no aprendizado de habilidades, competências, atitudes, alem do conteúdo
Alunos do Tancredo Treinam no INPE Ubatuba Sat
Alunos fazendo treinamento no LIT- INPE
 Alunos de 10 a 13 anos construindo um satélite artificial.
Jovens do ensino fundamental e alunos do curso universitário e de pós-graduação trabalhando juntos num mesmo projeto.
Alunos do Tancredo Neves na Califórnia Pasadena Interorbital Systems
Alunos do Projeto Ubatuba Sat rompendo barreiras na Interorbital Systems em Mojave, CA
 
Alunos do Projeto Ubatuba Sat na NASA
Alunos do Ubatuba Sat vencendo desafios em visita no JPL da NASA em Pasadena na Califórnia

Reunião com Dr Carles Bolden-Administrador da NASA
jornalista no Tancredo Neves Ubatuba Sat
Fonte: Giuliana Miranda Santos jornalista de ciência e tecnologia de um dos principais jornais brasileiros após entrevista com os alunos do projeto Ubatuba Sat.
"É raro fazer uma matéria numa escola e sempre é alguém de fora, importante, que vai fazer uma palestra, por exemplo, nunca o aluno é o protagonista. Esta foi a primeira vez.",